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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Fiat 500C Edição Especial 80 anos


EDIÇÃO LIMITADA A 80 UNIDADES, NUMERADAS E EXCLUSIVAS PARA O MERCADO PORTUGUÊS, RECONHECIDA PELO ACP

CADA UNIDADE DESTA EDIÇÃO OBTÉM CERTIFICADO “CLÁSSICO DO FUTURO”

A Edição Comemorativa dos 80 Anos da Fiat em Portugal foi reconhecida pelo Automóvel Clube de Portugal. Pela exclusividade do 500C, pelo simbolismo da família 500 e pelo peso e reconhecimento históricos dos Fiat 500, as 80 unidades 500C da Edição Comemorativa dos 80 Anos da Fiat em Portugal serão acompanhadas pelo Certificado Oficial “Clássico do Futuro”.

A atribuição deste certificado às 80 unidades do 500c faz com que a Edição Numerada tenha ainda mais valor. O reconhecimento por parte do ACP, instituição com mais de cem anos e

Para além de ser facilmente distinguida da restante família 500, pela placa comemorativa com a numeração das viaturas que será integrada no pilar B de cada unidade e de ser entregue com o Certificado “Clássico do Futuro”, esta edição numerada conta também com conteúdos específicos e distintivos.


Os 80 500C pertencentes à Edição Numerada terão duas motorizações, 1.3 Multijet 16v de 75cv e 1.4 16v Dualogic. A cor exterior, Branco Pérola, assim como a capota vermelha, serão comuns a todas as 80 unidades como sinal diferenciador. Também os interiores deixarão compreender a absoluta exclusividade do modelo. Os estofos são todos forrados a pele Frau de cor vermelha e o interior pérola e vermelho conjuga na perfeição com o impacto visual do exterior.

Fazendo jus à exclusividade do pequeno “Clássico do Futuro”, o “500C - 80 Anos da Fiat em Portugal” também se distingue dos restantes membros da sua família por equipamentos de série específicos: capa da viatura personalizada da Série Numerada, jantes em liga de 16'' com 17 raios com pneus 195/45, friso cromado no capot, sistema Start&Stop, faróis xénon, espelho electrocromático, apara vento, ESP+ASR/MSR, HBA e Hill Holder e Navegador portátil Blue&MeTM Map.

As 80 unidades exclusivas a nível mundial e só disponíveis em Portugal serão comercializadas a 27.000,00€.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Teste Virtual – Fiat Bravo 1.9 150 Multijet Sport

Fiat Bravo 1.9 150 Multijet Sport – “O Bravo do pelotão”

A Fiat é uma das marcas com mais pergaminhos, nos segmentos com os carros mais compactos. Carros como o 500, 600, 126, 127, Ritmo, Uno, Panda, Tipo entre outros representam um legado enorme a defender. Muitos deles carros do ano, “best-sellers” enfim carros com história, o 500 então foi tão importante que até mereceu um remake.
Mas aqui e para o carro de teste o que interessa mesmo é o Fiat Tipo, e porquê?
Porque para mim representa um dos melhores segmento C da Fiat pelo menos considerando as últimas tentativas.
O Bravo original, seria um carro muito inovador ao nível estilístico, mas de resto ficava muito longe das referências da altura, em termos de qualidade e conteúdo.
O Stilo era um carro algo sensaborão, e uma fuga ao que é ser um carro italiano, e principalmente não tinha algo que eu aprecio nas criações transalpinas, que é a personalidade e carácter.
E chegamos ao “novo Bravo”, será que a Fiat retomou os velhos hábitos de fazer, carros interessantes e diferentes?
O carro já tem cerca de 2 anos de mercado, é um produto de certa forma maduro e já é facilmente reconhecido. O motor que testamos faz parte da família Multijet, embora esteja quase a ser substituído, é um motor que vai-me ter de convencer que ainda vale a pena passar um cheque, para comprar um Bravo com este motor…


Estética

Partindo de um Grande Punto, que tem muita qualidade ao nível estilístico, a Fiat fez um Bravo com sentido. Explicando melhor, o Bravo representa o cruzamento entre a personalidade italiana, e ao mesmo tempo transmitindo uma solidez germânica. As linhas são leves, e harmoniosas, tendo um perfil tipo coupé, se calhar coupé não será o melhor termo, mas há uma intenção desportiva nas linhas do Bravo, um certo arrojo, mas o mais importante era ser reconhecido como um Fiat, e ainda mais importante era ter uma identidade própria, para mim prova superada!


A nossa unidade tem o acabamento Sport, e vem num delicioso “vermelho maranello”, um tom escuro e metálico, que combina lindamente com as jantes de liga de 17’’ que são de série na versão de teste, as jantes apresentam dois tons, que acentuam o aspecto desportivo do Bravo, bem como as pinças dos travões pintadas de vermelho, só sublinham a veia Sport do Bravo.
A traseira mais elevada que a frente acaba por dar a sensação de se encontrar em posição de ataque, e a largura dá um ar de poder que só lhe fica bem, as saias laterais sublinham esta sensação de largura.
Enfim tudo isto para dizer que ao nível do segmento C o Bravo, joga na equipa dos belos e bem conseguidos.

Interiores

Assim que assumimos o posto de condução, começamos a descobrir os tais pormenores Sport, que diferenciam esta versão. Volante de três braços em pele com pespontos vermelhos, pedais em alumínio, novamente os pespontos vermelhos no travão de mão, e os pormenores vermelhos, nos bancos e forras das portas que não são ostensivos, bem pelo contrário, acabam por variar com a luz… Um pormenor engraçado.



O tablier, tem um desenho já conhecido do Delta com que já tivemos contacto, o material que imita a fibra de carbono é tecido, tal como já experimentamos no Alfa Mito e é de belo efeito, assim como o preto piano que compõe a consola central. Numa zona inferior temos a “entrada USB” para utilizarmos os “nossos utensílios de armazenamento musical”, um pouco mais acima o ar condicionado automático bi-zona, sendo que a zona superior é ocupada pelos comandos do rádio, e respectivo display, assim como alguns comandos secundários de apoio à condução. É um tablier “bem arrumadinho”, com materiais de qualidade pelo menos ao toque, apenas um outro bug na montagem, mas nada de muito grave. A imagem transmitida e percepcionada, é de que houve uma evolução grande, do Stilo para o Bravo, sendo que o Bravo não é referência neste ponto, mas também não desilude.
Os bancos à frente são muito bons e confortáveis, tendo bom suporte lateral e lombar, sem críticas ao nível do espaço. O mesmo não pode ser dito atrás, aqui sentimos saudades do Delta, se os ocupantes do banco traseiro do Bravo forem de estatura elevada, vão-se sentir um pouco apertados, mas nada demais, apenas será necessária alguma colaboração dos passageiros da frente e a vida a bordo já melhora de qualidade!


A mala tem uma boa capacidade, e em termos de acessibilidade também não haverá motivos para reclamações, como carro familiar que é, o Bravo tem espaço para as compras do mês, ou para a bagagem para a família.
A impressão com que fiquei da convivência com os interiores do Bravo, foi de que tem um perfume italiano e um rigor a anos-luz do que a Fiat fazia, leia-se melhoraram a olhos vistos! Apenas o espaço atrás pode merecer algumas críticas, mas compensa bem com o espaço na mala.


Condução

Desde os primeiro quilómetros que engracei logo com o Bravo. Confesso que assim que o vi parado, disse-lhe: “Vou gostar de ti, dê por onde der!”
E na verdade nem foi preciso muito esforço.
Começando pelo ponto negativo, e aqui não há novidades, a direcção assistida é leve demais, senti falta do botão Sport para torná-la mais pesada e comunicativa.
Os travões são bons, cumprem bem a sua missão de parar o Fiat, a embraiagem tem o peso correcto, e não é nada exigente. Gostei muito de manusear a caixa de 6 velocidades presente na nossa unidade, é precisa, não é lenta e sentimos que estamos a manusear algo mecânico, mas sem ser em demasia.
O motor 1.9 de 150cv, ora bem, tem menos binário que o 1600 do Mito, mas isso não é mau, aliás aqui optou-se pelo caminho da linearidade de resposta, não havendo “kicks” nem vícios, embora se sinta um aumento de reposta por volta das 1800rpm, o Multijet não é violento, sentimos um aumento de cadência na resposta, as costas a serem ligeiramente empurradas para trás, mas não é uma enxurrada de binário, mas sim o tal acréscimo de resposta, bem agradável por sinal. Se mantivermos o motor acima das 2000rpm, temos sempre resposta para tudo o que queremos, seja velocidade ou a ultrapassar o Mjet responde.



O comportamento em si é bastante saudável, nota-se a rigidez da suspensão e as 17 polegadas das jantes, o Bravo é bastante informativo, mas não é desconfortável, é antes de mais engraçado e divertido e de certa forma envolvente, a tal questão do carácter e da personalidade que estão presentes mas sem ser em demasia, é mais na medida certa para um segmento C com um pouco mais de sangue na guelra.
Este Bravo é acima de tudo um carro despachado e honesto, por vezes com capacidade de nos surpreender, mas com aquele espírito Fiat, de ter um grande coração e por vezes leva-nos a usá-lo um pouco para lá do seu objectivo principal…


Veredicto

Sim, ainda vale a pena comprar o Bravo com o Multijet 1.9 de 150cv, este motor não desilude em nenhuma situação. Consumos na casa dos 6L/100, facilidade em colocar o Bravo em velocidades bem elevadas, e um ruído de funcionamento comedido.
O Bravo é bonito, bem conseguido, possui argumentos mecânicos, e consegue dar aquele algo mais tornando-o bem engraçado de conduzir, tem algum condimento, não é piripiri, mas um suave toque a pimenta.
Desde o Alfa 147 que não me sentia tão impressionado por um italiano destas dimensões, é a Fiat a voltar aos velhos tempos, já colocou a Alfa na linha e desde o Panda, Grande Punto e 500, que demonstra que aprendeu com os erros do passado.
Ou seja carros dinâmicos, com resposta, e acima de tudo com argumentos mecânicos e técnicos, e já agora com uma estética convincentemente latina, e com um preço a rondar os 29/30 mil€ consegue ser dos mais baratos, com este nível de potência/cilindrada.
Enfim, o Tipo pode descansar em paz!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Fiat “500 by DIESEL”

Produzido em edição limitada (10.000 unidades) o “500 by DIESEL” nasce da intervenção conjunta dos designers do Centro de Estilo Fiat e dos designers DIESEL sob a direcção de Lars Schwartz.

Realizado a partir da versão Sport, o “500 by DIESEL” distingue-se por elementos estéticos de grande impacto visual, logo a começar pela cor da carroçaria, “verde DIESEL”, que recorda a cor do helicóptero pessoal de Renzo Rosso (estão disponíveis mais duas cores, preto e castanho DIESEL). No exterior, sobressaem as jantes de liga de 16" com o logo Diesel, as pinças dos travões pintadas de amarelo, os frisos laterais com a inscrição DIESEL e os suportes específicos dos retrovisores. Na traseira, destaca-se o logotipo DIESEL e cinco entradas de ar.

O interior é personalizado com estofos específicos em tecido denim e com o logotipo DIESEL, presente também no quadro de instrumentos (marcado por um fundo amarelo) e no topo da alavanca da caixa de velocidades.
Esta versão está disponível nos três motores “Euro 5 Ready” da gama (1.2 69 cv, 1.3 Multijet 75 cv com DPF e 1.4 16v 100 cv).

terça-feira, 7 de abril de 2009

Teste virtual -- Abarth 500

Abarth 500 “Escorpiãozinho”

Fomos conhecer, o modelo mais pequeno da gama da nova Abarth. Herdeiro de uma dinastia de sucesso, será que o Abarth 500 tem o que é necessário para fazer ressurgir o espírito Abarth!?



Estética

Este é um dos pontos onde a Abarth mais apostou, o 500 tem um aspecto delicioso e a facilidade com que atrai olhares, diz-nos que a marca italiana do Grupo FIAT acertou em cheio. Durante o tempo que tivemos o Abarth às nossas ordens, por mais que uma vez, ao chegar junto do carro tínhamos algumas pessoas paradas a admirá-lo, pois este tem um aspecto, agressivo e, ao mesmo tempo, fofinho. As jantes de 17’’, os autocolantes e o kit estético fazem-no parecer um brinquedo de corridas, em que tudo casa na perfeição. Todas as pessoas que tiveram contacto com ele não lhe conseguiram ficar indiferente, pois este apela a quase todos os sentidos.



Interiores

Ao abrirmos a porta e assim que assumimos a posição de condução, percebemos que a Abarth preocupou-se em tornar o condutor o centro de tudo, o volante com uma boa pega e a colocação perfeita do comando da caixa só melhoram esta sensação. Bem equipado e com uma grande variedade de itens de personalização, o piccolino pode-se assumir como um discreto pequeno desportivo, ou como um garrido escorpiãozinho, apenas depende do nosso gosto e vontade. A qualidade de materiais é boa para o segmento onde se insere, a montagem de bom nível e a ausência de ruídos parasitas confirmam que houve um salto de gigante neste capítulo nos carros italianos desta classe, desde o bater abafado das portas, bem como os pormenores em pele com os pespontos vermelhos, revelam a preocupação que houve não em fazer um desportivo puro e duro, mas um carro versátil, utilizável e com quatro verdadeiros lugares. Temos de fazer uma chamada de atenção para a qualidade dos assentos e da respectiva pele que equipava a nossa unidade, muito bom mesmo. O nível de equipamento é de muito bom nível.





Condução


Ao comprar o 500 Abarth estamos a comprar dois carros pelo preço de um, e tudo isto está explicado num pequeno botão negro no meio do tablier, o botão SPORT, que torna o querido e fofinho citadino italiano, num pequeno desportivo assanhado!
Desde já posso afiançar que comparar o Fiat 500 ao Abarth 500 é como comparar um pimento com uma malagueta, e penso que é suficiente para se perceber como é grande a diferença, embora no modo normal, seja um carro calmo e simples, que até nos diz como conduzir economicamente (indicando quando se deve trocar de mudança), com a direcção leve, o acelerador dócil e apenas a suspensão mais dura, o que torna o carro algo saltitão, denunciam que estamos num carro com pretensões desportivas, mas faz parte do feitio dele… Ao premirmos o botão SPORT, a direcção fica com o peso ideal e o acelerador assume uma postura de resposta mais imediata e sensível, sendo que a reacção ao pisar decidido do acelerador é infinitamente melhor!!!
A inserção em curva é decidida e com o TTC ligado podemos abusar.
Em termos de consumos, o nosso ensaio registou uma média de 7.5-8L/100, o que é excelente para os andamentos imprimidos.
Em termos de ajudas à condução o 500 vem com: ABS+EBD, ESP+ASR, MSR, HBA, TTC e Hill Holder.
O melhor ficou para o fim e temos assim de referir o som do escape como o melhor dentro deste bombom, é algo racing, encorpado nunca tinha ouvido um 1.4 com este tom de voz, faz-nos sentir envolvidos por uma atmosfera especial, a atmosfera Abarth




Veredicto

Para finalizar temos de mencionar o preço… 23.600€. Pode parecer muito se olharmos só para o tamanho do 500, mas esta não é uma compra puramente racional, tem muito de paixão no processo e pelo preço pedido muitos poucos carros transmitem tanto. E estamos a falar de uma marca, que só fará desportivos ostentando o brasão de uma equipa de ralis e podem esperar um leve travo a competição no comportamento deste pequenito avião.
Em suma, este não é um carro perfeito, pois deve ter alguns defeitos, que são mais consequência do seu feitio, mas é um regresso em grande da Abarth. A velha escola italiana dos pequenos desportivos, plenos de detalhes deliciosos e envolventes, que levam a condução a um nível mais espiritual, quase como um rito, pleno de sons, sensações e não apenas a deslocação de A – B, nem de segundos ou quilómetros hora. A vontade é de não parar de conduzir…

Teste virtual -- Abarth Grande Punto SS

Abarth Grande Punto esseesse – “Especial de corrida”

O termo “especial de corrida” era a tradução de homologation special, e designava os carros que as marcas tinham de produzir, em números normalmente limitados, afim de cumprirem os regulamentos para poderem homologar a partir de um carro de estrada, uma versão de competição de topo. Entre estes surgiram imensos carros inigualáveis ao nível da forma como no conteúdo como: Lancia Delta Integrale, Clio Williams, Renault 5 Turbo II, Ford RS200,
Peugeot 205 T16, entre outros… O automóvel que vos apresentamos nesta edição, poderia muito bem ser o “especial de corrida” do Abarth Grande Punto S2000, que milita no IRC, mas não é, mas não deixa ter um travo muito forte a competição, se calhar forte demais para alguns…

Estética

Olhando para o Abarth Grande Punto, ainda por cima sendo a versão esseesse, que acrescenta à versão base: molas especiais, filtro de ar, turbo maior, kit de travões majorado, jantes de 18’’ e uma reprogramação de centralina mais agressiva, é difícil não perceber o que este carro pretende ser. Suspensão ultra-baixa, faixas Abarth, jantes 18’’, maxilas de travões vermelhas brembo, discos perfurados, os alargamentos de guarda-lamas bem como os pára-choques mais volumosos e agressivos, é um carro que não visa a beleza em primeiro lugar, embora seja portador de uma beleza desportiva acima de tudo, a agressividade latente, não será do agrado de todos, mas não deixará ninguém indiferente. No seu segmento, é o mais próximo em termos de aspecto, ao carro de ralis em que se inspira, para nós marca muitos pontos ao assumir esta posição.




Interiores

O espaço interior é amplo, embora projectado pela Abarth como um desportivo sério, o Grande Punto assume-se pela sua forma como um utilitário, e tem cotas de habitabilidade muito boas, há bastante espaço no banco traseiro, para transportar dois adultos de estatura considerável e a mala não desilude. Não vamos perder muito tempo a falar de plásticos ou de falhas de montagem, porque não é verdadeiramente o que mais interessa neste carro, embora os estofos em pele, e as verdadeiras baquets com que vem equipado o Abarth, sejam um grande auxiliar para a condução mais aguerrida, há alguns materiais de qualidade inferior, mas também há muitos que são um regalo para a vista, mas no fundo, não será este o motivo que nos levará a comprar este carro, o motivo vem já a seguir.

Condução

Sinceramente, por muitos adjectivos superlativos que conheça, a descrição que faço de seguida da experiência de condução, não fará jus ás emoções que o Abarth GPunto transmite. Desde o trabalhar com voz grossa, devido ao trabalho de escape, à posição de condução, mesmo antes de arrancarmos, já sabemos que vamos explorar algo de muito especial. Os pedais e todos os comandos têm o peso ideal, um aplauso tem de ser dado à direcção, tem um peso excelente, é informativa e dá uma sensação constante de nervosismo que é positivo e salutar neste carro. Ao sabermos das capacidades do Abarth, principalmente os 180cv num “utilitário” partimos à exploração dinâmica…
Desde os primeiros momentos, sentimo-nos muito seguros, e confortáveis ao volante deste puro-sangue italiano parece que estamos a vestir o carro, tal o nível de informação e a forma como vamos positivamente encaixados na baquet ajuda a sublimar esta sensação. O Abarth incita-nos a andar depressa, ao descrevermos as primeiras curvas, sentimos que estamos num carro dinamicamente superior, e digo sem complexos que será na actualidade e no segmento senão a referência, algo muito próximo de o ser, pois à medida que vamos tendo a noção da “arma” de que dispomos, os sorrisos vão aumentando de frequência, e a vontade de não parar de conduzir, é algo que toma conta de nós, é a febre da velocidade que nos chama . O motor do Grande Punto Abarth, é um 1.4 litros turbocomprimido de 155cv, sendo que na “nossa” versão, é esticado até aos 180cv, a tentação de esmagar o acelerador contra a chapa na primeira recta é forte, para aferirmos se a tradição turbo dos “antepassados” do Abarth se mantem, e as explosões progressivas de energia, são um regalo de sentir, as curvas são devoradas com facilidade, dando a sensação de quanto mais rápido andamos, mas aderência o Abarth gera a partir dos generosos pneus.



Veredicto

Temos carro!!! E que senhor carro… O apelo à condução é constante, as sensações embora que ajudadas pela electrónica, são puras, a comunhão homem-máquina-condução-cumplicidade está em alta, mais que um carro o Grande Punto Abarth esseesse é um companheiro de brincadeira, que faz tudo para fazer o seu dono feliz, e é rápido, muito rápido, mas não fica só contente por ser rápido, como faz questão de mostrá-lo quer seja pela sonoridade bem como pelo colar condutor e passageiros aos bancos como nos bons velhos tempos, é um bruto… Mas um bruto com bom coração… Bravo Abarth!