segunda-feira, 15 de junho de 2009

Alfa Romeo -- Mito Multiair

Os novos motores representam um importante “ponto de rotura” relativamente ao actual cenário dos motores a gasolina, tal como sucedeu, a seu tempo, com a tecnologia Diesel Common Rail lançada com o Alfa Romeo 156 em 1997. Basta pensar que, relativamente a um tradicional motor a gasolina de igual cilindrada, os motores MultiAir asseguram incremento de potência (até 10%) e de binário (até 15%), para além de uma sensível redução de consumos (até 10%) e emissões de CO2 (até 10%), de partículas (até 40%) e de NOx (até 60%).
O coração do MultiAir é o novo sistema electro-hidráulico de gestão das válvulas que permite reduzir consumos (graças a um controlo directo do ar através das válvulas de admissão do motor, sem utilização da borboleta) e emissões poluentes (mérito do controlo da combustão). Para além disso, e como exemplo acabado do conceito de “downsizing”, o Multiair é uma tecnologia versátil, facilmente aplicável a todos os motores a gasolina e com grande potencial para futura aplicação nos motores Diesel.


Arquétipo desta revolucionária família é o motor MultiAir 1400 16v turbocomprimido e aspirado que, no modelo Romeo MiTo, será proposto com 3 diversos níveis de potência (105 cv, 135 cv e 170 cv) e três caixas mecânicas de 5 ou 6 velocidades. Os dois primeiros serão oferecidos em todos os níveis de equipamento da gama MiTo, enquanto o terceiro será exclusivo da futura versão “Quadrifoglio Verde”.

Fabricados em Termoli (Itália) pela FPT - Fiat Powertrain Technologies, os novos motores foram concebidos, desde a fase inicial de desenvolvimento, com o intuito de sublinharem ainda mais as qualidades do selector Alfa DNA, dispositivo que permite adaptar a personalidade do Alfa Romeo MiTo às exigências do condutor e às condições da estrada. Por outro lado e pela primeira vez no “compacto mais desportivo de sempre”, é proposto o sistema Start&Stop – aliado exactamente aos motores MultiAir – que faz a gestão da paragem temporária do motor e sucessiva ignição (por exemplo, em caso de imobilização num semáforo), mantendo em funcionamento todos os outros dispositivos do automóvel destinados a proporcionar conforto aos passageiros.

domingo, 14 de junho de 2009

Teste Virtual – Volvo S80 D5 Summum

Volvo S80 D5 Summum – “O Almirante Sueco”

As “limousines” Volvo topo de gama, nunca me chamaram muito à atenção, sempre as achei quadradas demais, e sem o temperamento que realmente admiro neste tipo de carro.


Mas devo confessar que nesta última incarnação, o S80 juntou algum apelo estético, e argumentos mecânicos mais consentâneos com o que se espera destes carros.
Mesmo antes de assumir o leme deste gigante sueco, já pressentia que ou ia amar, ou odiar este carro, e a altura em que calhou o teste foi perfeita, já que pude estrear o novo motor 2.4 diesel biturbo, e alguns pormenores novos do S80, a primavera trouxe algumas novidades na gama Volvo.
Mas vamos conhecer o S80 D5, e principalmente a grande novidade, o Dê…



Estética

O S80 pouco tem a ver com as suas raízes, ou melhor com os seus antepassados. O S80 foi buscar inspiração ao modelos mais pequenos da gama, S40 e S60, mas mais a este último, mas de certa forma aumentando e refinando a fórmula, tornando-se uma das berlinas do seu segmento melhor conseguidas, reforçando aquela sensação algo americanizada que já tinha captado do XC60. A grelha é imponente, e dita o formato do capot em V pronunciado. Os faróis de grandes dimensões, com os já tradicionais piscas laranja, complementam uma frente agradável, que dita uma linha de cintura de média altura, e que q demarca e separa a zona vidrada da “chapa”, chegando à minha zona favorita no 80 a traseira. O pára-choques traseiro, é volumoso e de grandes dimensões, deixando os farolins em cima de cada extremo, e recortados ao belo estilo do S60, tal como a forma suave como foi delineado o vidro traseiro, quase dá um ar coupé à traseira do S80. A nova versão D5 acrescenta dois escapes, um em cada lado da traseira sublinhando uma certa sensação desportiva neste D5, e as jantes de 18’’ “Odysseus” ajudam a este efeito.
Classe, beleza e distinção, são adjectivos que casam bem com o S80, uma limousine de belo traço, à bela maneira sueca, não há espaço para exageros.


Interiores

Neste campo não há surpresas. A qualidade que temos encontrado na restante gama já testada por nós, V70, XC60, aparece de novo no S80, o mesmo desenho e materiais de qualidade superior estão presentes. No caso da unidade testada, esta sensação é aumentada, pelos estofos em couro perfurado (sandstone) em tom claro, aliás não só os estofos, mas o restante interior também recebe este tratamento, sendo que é feito um casamento com os acabamentos em alumínio escovado, que resulta muito bem, criando uma atmosfera de requinte e classe superiores.
Em termos de espaço, ninguém apresentará reclamações, a não ser que se tentem levar 4 passageiros, aí poderão haver reclamações do passageiro do lugar central traseiro, mas de resto, espaço para 4 ocupantes e para as suas bagagens é o que o S80 oferece sem grandes problemas.
Em termos de equipamento a versão testada, é a topo de gama, e em marcas com o gabarito da Volvo, quer dizer que aqui temos tudo o que é equipamento existente para conforto, bancos eléctricos à frente, sistema keyless entry & Start-up, Ac Auto bi-zona e uma infinidade de equipamentos de segurança, já analisados na V70 e XC60, incluindo o Cruise-control adaptativo, uma mais valia para aquelas viagens mais longas, que se tornam um prazer dentro do navio-almirante sueco.
As notas mais marcantes, são o conforto, e a qualidade que o interior do S80 transmitem, dando uma sensação de espaço e bem estar como se espera dos carros deste segemento.


Condução

Para uma limousine de 4,85m o S80 deixa-se conduzir com uma leveza e facilidade assinaláveis. Direcção pedais e caixa são leves e fáceis de operar como se de uma berlina média se tratasse.
A grande novidade para este ano, é mesmo o motor, o 2.4 litros diesel que já conhecia do XC60, para além de cumprir a norma Euro5 ou seja é mais limpo. O motor completamente em alumínio, trás a novidade de mais um turbo. Será que a diferença é maior que os 20cv e mais 20Nm deixam adivinhar?
Sem dúvida!
Antigamente só tínhamos motor depois das 2000rpm, o 2.4 185cv tinha 400Nm ás 2000rpm, e daí para a frente já tinha um ruído de funcionamento mais convincente, bem como uma resposta bem mais forte. A mudança é que como há um turbo mais pequeno, com menor inércia, a partir das 1500rpm temos os 420Nm que permanecem constantes até ás 3250rpm.



Deixando as “tecnicalidades” de lado, o motor 5 cilindros tem mais pulmão, e logo a partir das 1500rpm responde com fulgor assinalável, qualquer reprise no regime próximo das 2000rpm, é bem diferente do que havia antes, muito mais força, menos tempo para sentirmos o “empurrão do turbo”. Perdeu-se um pouco da brusquidão que havia antes, ganhou-se em linearidade, rapidez e suavidade, aquela sensação que tive no Mercedes C250 CDI repete-se, parece um motor NA de grande cilindrada, principalmente pelo ronco que o 2.4 diesel 5 cilindros produz, é delicioso.


Com o S80 repete-se encontro com o sistema Four-C em que o amortecimento, tem 3 modos de funcionamento, os amortecedores desenvolvidos em parceria com a Ohlins e de funcionamento regulável convencem. Os modos são diversos, e com o seleccionar de cada modo, temos um carro diferente, as oscilações do carroçaria tornam-se menores, e o conforto decresce no sentido CONFORT-SPORT-ADVANCE, sendo este último ideal para troços com bom piso, durante o teste o S80 teve a maioria do tempo no modo Sport, pareceu-me o melhor compromisso, sendo o CONFORT, demasiado macio para mim e o ADVANCE demasiadamente duro.



Em AE o S80 esconde muito bem a velocidade dos passageiros, pela ausência de ruído, bem como pelo ambiente imperturbável a bordo, desenha as trajectórias de forma obediente e serena sem transmitir muita coisa a condutor e ocupantes.



Veredicto

Gostei muito do S80 D5, não é o carro mais rápido do mundo, nem o mais ágil. Mas também não me parece que sejam estes os predicados que os compradores deste segmento procuram. Confortável, bem construído, refinado e com uma imagem que poucas marcas conseguem superar no segmento, e agora com um motor diesel com toda a tecnologia que os opositores usam, a Volvo cria condições para o S80 se assumir como uma das boas propostas do segmento.
Com um preço de partida bem abaixo dos 60mil€, o navio almirante da casa sueca, lança mais um trunfo na batalha contra a armada alemã, é esperar para ver como o mercado reage a este lançamento.


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Fiat 500C Edição Especial 80 anos


EDIÇÃO LIMITADA A 80 UNIDADES, NUMERADAS E EXCLUSIVAS PARA O MERCADO PORTUGUÊS, RECONHECIDA PELO ACP

CADA UNIDADE DESTA EDIÇÃO OBTÉM CERTIFICADO “CLÁSSICO DO FUTURO”

A Edição Comemorativa dos 80 Anos da Fiat em Portugal foi reconhecida pelo Automóvel Clube de Portugal. Pela exclusividade do 500C, pelo simbolismo da família 500 e pelo peso e reconhecimento históricos dos Fiat 500, as 80 unidades 500C da Edição Comemorativa dos 80 Anos da Fiat em Portugal serão acompanhadas pelo Certificado Oficial “Clássico do Futuro”.

A atribuição deste certificado às 80 unidades do 500c faz com que a Edição Numerada tenha ainda mais valor. O reconhecimento por parte do ACP, instituição com mais de cem anos e

Para além de ser facilmente distinguida da restante família 500, pela placa comemorativa com a numeração das viaturas que será integrada no pilar B de cada unidade e de ser entregue com o Certificado “Clássico do Futuro”, esta edição numerada conta também com conteúdos específicos e distintivos.


Os 80 500C pertencentes à Edição Numerada terão duas motorizações, 1.3 Multijet 16v de 75cv e 1.4 16v Dualogic. A cor exterior, Branco Pérola, assim como a capota vermelha, serão comuns a todas as 80 unidades como sinal diferenciador. Também os interiores deixarão compreender a absoluta exclusividade do modelo. Os estofos são todos forrados a pele Frau de cor vermelha e o interior pérola e vermelho conjuga na perfeição com o impacto visual do exterior.

Fazendo jus à exclusividade do pequeno “Clássico do Futuro”, o “500C - 80 Anos da Fiat em Portugal” também se distingue dos restantes membros da sua família por equipamentos de série específicos: capa da viatura personalizada da Série Numerada, jantes em liga de 16'' com 17 raios com pneus 195/45, friso cromado no capot, sistema Start&Stop, faróis xénon, espelho electrocromático, apara vento, ESP+ASR/MSR, HBA e Hill Holder e Navegador portátil Blue&MeTM Map.

As 80 unidades exclusivas a nível mundial e só disponíveis em Portugal serão comercializadas a 27.000,00€.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Leilões.net já regista 122 000 leilões!!!

Com cerca de 7 000 novos leilões por dia o Leilões.net tem contribuído para o aumento do mercado de artigos em segunda mão e para a qualidade das transacções efectuadas.

O número de leilões realizados neste site de compra e venda online tem crescido gradualmente, registando actualmente um total de 122 000 leilões.

Assim se pode considerar que a qualidade do site tem vindo a ser reconhecida pelo público. É graças a este que o Leilões.net se tornou no maior site de leilões em Portugal (segundo o ranking de sites do alexa.com).

As visitas ao site são uma constante, tendo-se registado só no mês passado 1 milhão de 600 mil visitantes. No total já foram visualizadas 15,5 milhões de páginas!

Comprar e vender na internet já se tornou ‘moda’, por isso o Leilões.net reúne tantos utilizadores. Neste momento, o site conta com 119 000 utilizadores registados.

Coisas.com - Site de Classificados Online

Lançado recentemente, o Coisas.com (http://www.coisas.com/) é o mais recente projecto da rede FixeAds, também proprietária dos sites Standvirtual.com (líder no mercado dos classificados automóvel) e Leilões.net (maior site de leilões online em Portugal), e a nova aposta no mercado de classificados online.

A navegação no site é bastante intuitiva, facilitando a pesquisa de classificados, além do registo ser simples, rápido e gratuito. Basta um endereço de e-mail válido e uma password para poder colocar um anúncio no Coisas.com.

Com apenas alguns cliques é possível colocar um anúncio de classificados online relativo à região onde se encontra. Esta novidade trazida pelo Coisas.com, de seleccionar a região pertinente para o seu anúncio, permitirá atingir o objectivo do utilizador mais rapidamente.

Este site de classificados online apresenta uma estrutura simples que divide os classificados nas seguintes categorias: Imóveis, Encontros, Emprego, Serviços Profissionais e Serviços Comunitários, Para Venda e Motores e, consequentemente, em diversas sub-categorias.

No interior de cada anúncio, o utilizador pode recorrer a diversas opções, tais como: imprimir anúncio, guardar anúncio, reportar spam ou reportar anúncio.

Com pouco mais de uma semana de existência, o Coisas.com conta já com cerca de 14 mil visitantes diários, 2 080 anúncios e 1 800 utilizadores registados.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Teste Virtual – Fiat Bravo 1.9 150 Multijet Sport

Fiat Bravo 1.9 150 Multijet Sport – “O Bravo do pelotão

A Fiat é uma das marcas com mais pergaminhos, nos segmentos com os carros mais compactos. Carros como o 500, 600, 126, 127, Ritmo, Uno, Panda, Tipo entre outros representam um legado enorme a defender. Muitos deles carros do ano, “best-sellers” enfim carros com história, o 500 então foi tão importante que até mereceu um remake.
Mas aqui e para o carro de teste o que interessa mesmo é o Fiat Tipo, e porquê?
Porque para mim representa um dos melhores segmento C da Fiat pelo menos considerando as últimas tentativas.
O Bravo original, seria um carro muito inovador ao nível estilístico, mas de resto ficava muito longe das referências da altura, em termos de qualidade e conteúdo.
O Stilo era um carro algo sensaborão, e uma fuga ao que é ser um carro italiano, e principalmente não tinha algo que eu aprecio nas criações transalpinas, que é a personalidade e carácter.
E chegamos ao “novo Bravo”, será que a Fiat retomou os velhos hábitos de fazer, carros interessantes e diferentes?
O carro já tem cerca de 2 anos de mercado, é um produto de certa forma maduro e já é facilmente reconhecido. O motor que testamos faz parte da família Multijet, embora esteja quase a ser substituído, é um motor que vai-me ter de convencer que ainda vale a pena passar um cheque, para comprar um Bravo com este motor…


Estética

Partindo de um Grande Punto, que tem muita qualidade ao nível estilístico, a Fiat fez um Bravo com sentido. Explicando melhor, o Bravo representa o cruzamento entre a personalidade italiana, e ao mesmo tempo transmitindo uma solidez germânica. As linhas são leves, e harmoniosas, tendo um perfil tipo coupé, se calhar coupé não será o melhor termo, mas há uma intenção desportiva nas linhas do Bravo, um certo arrojo, mas o mais importante era ser reconhecido como um Fiat, e ainda mais importante era ter uma identidade própria, para mim prova superada!


A nossa unidade tem o acabamento Sport, e vem num delicioso “vermelho maranello”, um tom escuro e metálico, que combina lindamente com as jantes de liga de 17’’ que são de série na versão de teste, as jantes apresentam dois tons, que acentuam o aspecto desportivo do Bravo, bem como as pinças dos travões pintadas de vermelho, só sublinham a veia Sport do Bravo.
A traseira mais elevada que a frente acaba por dar a sensação de se encontrar em posição de ataque, e a largura dá um ar de poder que só lhe fica bem, as saias laterais sublinham esta sensação de largura.
Enfim tudo isto para dizer que ao nível do segmento C o Bravo, joga na equipa dos belos e bem conseguidos.

Interiores

Assim que assumimos o posto de condução, começamos a descobrir os tais pormenores Sport, que diferenciam esta versão. Volante de três braços em pele com pespontos vermelhos, pedais em alumínio, novamente os pespontos vermelhos no travão de mão, e os pormenores vermelhos, nos bancos e forras das portas que não são ostensivos, bem pelo contrário, acabam por variar com a luz… Um pormenor engraçado.



O tablier, tem um desenho já conhecido do Delta com que já tivemos contacto, o material que imita a fibra de carbono é tecido, tal como já experimentamos no Alfa Mito e é de belo efeito, assim como o preto piano que compõe a consola central. Numa zona inferior temos a “entrada USB” para utilizarmos os “nossos utensílios de armazenamento musical”, um pouco mais acima o ar condicionado automático bi-zona, sendo que a zona superior é ocupada pelos comandos do rádio, e respectivo display, assim como alguns comandos secundários de apoio à condução. É um tablier “bem arrumadinho”, com materiais de qualidade pelo menos ao toque, apenas um outro bug na montagem, mas nada de muito grave. A imagem transmitida e percepcionada, é de que houve uma evolução grande, do Stilo para o Bravo, sendo que o Bravo não é referência neste ponto, mas também não desilude.
Os bancos à frente são muito bons e confortáveis, tendo bom suporte lateral e lombar, sem críticas ao nível do espaço. O mesmo não pode ser dito atrás, aqui sentimos saudades do Delta, se os ocupantes do banco traseiro do Bravo forem de estatura elevada, vão-se sentir um pouco apertados, mas nada demais, apenas será necessária alguma colaboração dos passageiros da frente e a vida a bordo já melhora de qualidade!


A mala tem uma boa capacidade, e em termos de acessibilidade também não haverá motivos para reclamações, como carro familiar que é, o Bravo tem espaço para as compras do mês, ou para a bagagem para a família.
A impressão com que fiquei da convivência com os interiores do Bravo, foi de que tem um perfume italiano e um rigor a anos-luz do que a Fiat fazia, leia-se melhoraram a olhos vistos! Apenas o espaço atrás pode merecer algumas críticas, mas compensa bem com o espaço na mala.


Condução

Desde os primeiro quilómetros que engracei logo com o Bravo. Confesso que assim que o vi parado, disse-lhe: “Vou gostar de ti, dê por onde der!”
E na verdade nem foi preciso muito esforço.
Começando pelo ponto negativo, e aqui não há novidades, a direcção assistida é leve demais, senti falta do botão Sport para torná-la mais pesada e comunicativa.
Os travões são bons, cumprem bem a sua missão de parar o Fiat, a embraiagem tem o peso correcto, e não é nada exigente. Gostei muito de manusear a caixa de 6 velocidades presente na nossa unidade, é precisa, não é lenta e sentimos que estamos a manusear algo mecânico, mas sem ser em demasia.
O motor 1.9 de 150cv, ora bem, tem menos binário que o 1600 do Mito, mas isso não é mau, aliás aqui optou-se pelo caminho da linearidade de resposta, não havendo “kicks” nem vícios, embora se sinta um aumento de reposta por volta das 1800rpm, o Multijet não é violento, sentimos um aumento de cadência na resposta, as costas a serem ligeiramente empurradas para trás, mas não é uma enxurrada de binário, mas sim o tal acréscimo de resposta, bem agradável por sinal. Se mantivermos o motor acima das 2000rpm, temos sempre resposta para tudo o que queremos, seja velocidade ou a ultrapassar o Mjet responde.



O comportamento em si é bastante saudável, nota-se a rigidez da suspensão e as 17 polegadas das jantes, o Bravo é bastante informativo, mas não é desconfortável, é antes de mais engraçado e divertido e de certa forma envolvente, a tal questão do carácter e da personalidade que estão presentes mas sem ser em demasia, é mais na medida certa para um segmento C com um pouco mais de sangue na guelra.
Este Bravo é acima de tudo um carro despachado e honesto, por vezes com capacidade de nos surpreender, mas com aquele espírito Fiat, de ter um grande coração e por vezes leva-nos a usá-lo um pouco para lá do seu objectivo principal…


Veredicto

Sim, ainda vale a pena comprar o Bravo com o Multijet 1.9 de 150cv, este motor não desilude em nenhuma situação. Consumos na casa dos 6L/100, facilidade em colocar o Bravo em velocidades bem elevadas, e um ruído de funcionamento comedido.
O Bravo é bonito, bem conseguido, possui argumentos mecânicos, e consegue dar aquele algo mais tornando-o bem engraçado de conduzir, tem algum condimento, não é piripiri, mas um suave toque a pimenta.
Desde o Alfa 147 que não me sentia tão impressionado por um italiano destas dimensões, é a Fiat a voltar aos velhos tempos, já colocou a Alfa na linha e desde o Panda, Grande Punto e 500, que demonstra que aprendeu com os erros do passado.
Ou seja carros dinâmicos, com resposta, e acima de tudo com argumentos mecânicos e técnicos, e já agora com uma estética convincentemente latina, e com um preço a rondar os 29/30 mil€ consegue ser dos mais baratos, com este nível de potência/cilindrada.
Enfim, o Tipo pode descansar em paz!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Teste Virtual – Mercedes C250 CDI Blueefficiency Prime Edition




Mercedes C250 CDI Blueefficiency Prime Edition “O monstro da eficiência”

O Mercedes C250 CDI tem todos os olhares do mercado sobre si. E as características técnicas do modelo podem levar a inúmeras classificações. Eu até nem sou daqueles obcecados por fichas técnicas, mas neste caso vale a pena ser um pouco. Motor 2.1 litros diesel, 2 turbos sequenciais e sistema common rail de última geração com injectores piezo-eléctricos. Isto tudo traduzido em miúdos quer dizer que temos todos os ingredientes para ter uma bomba atómica debaixo do capot, e os números produzidos acabam por confirmar os nossos “receios”, 204cv de potência ás 4200rpm e 500Nm de binário máximo entre as 1500/1800rpm, este último valor então é suficiente para fazer um carro subir paredes!
Este motor apenas tem um rival na classe dos 2L o “23d” da BMW, que se equivale em todos os números excepto no binário em que o Mercedes tem um valor imbatível.
Mas e se eu disser que este motor não é o que parece!?
Pois, o nome Blueefficiency na Mercedes serve para designar isso mesmo, versões de consumo e emissões reduzidas…
Mas será que um 2L biturbo, com mais de 200cv serve para este fim!?
Enfim são muitas perguntas, mas vou-me esforçar por responder a todas, porque realmente é um conceito diferente, 2 turbos, potência e binário referenciais e uma preocupação ambiental, parecem conceitos contraditórios, mas no final fazemos as contas…


Estética

Para mim o classe C actual, é em termos estéticos o melhor esforço de sempre da Mercedes neste modelo, mas de longe. Se a versão “Elegance” segue as duas gerações da C-Klasse de perto, a versão “Avantgarde”, (a que mais me encanta) tem um ar mais de acordo com o que procuro num automóvel. A imponente grelha com a mítica estrela de três pontas embutida, fazem toda a diferença dando um ar mais desportivo e ameaçador ao C, e apenas este pormenor faz logo parecer que a versão que tem a estrela na grelha é a versão do DTM do mais clássico.

De facto o W204, tem o maior protagonismo estético na frente, faróis de grandes dimensões, frente larga e imponente, sendo que ao ver esta frente a aproximar-se do nosso espelho a alta velocidade, o C parece dizer “sai da frente!” enquanto o “Elegance” diria algo do género “importa-se de me deixar ultrapassar, se for possível!?”. E isto é a diferença que uma simples estrela faz, quer em temos de tamanho e localização! Mas continuando a análise, o dinamismo deste carro em termos estéticos é superior ao de qualquer um dos predecessores, sente-se uma intenção de agradar aos clientes que querem algo mais desportivo não tão clássico, e a visão a ¾ de traseira indica isto mesmo, parece haver um movimento da traseira em direcção à frente, sendo que esta última parece estar num plano mais baixo e a nervura lateral amplia esta sensação. A traseira não é feia, mas assume um ar mais sério no pacote de design.
Resumindo é um passo em frente para a Classe C, pessoalmente adoro a presença deste carro, a veia desportiva e de certa forma clássica, rústica e techno ou seja o C começa a entrar no território dos adversários.



Interiores

Em termos de interiores este Mercedes é um carro simples de assimilar. Sendo que depois de o conduzir pela primeira vez, por cerca de 20 minutos, ao abandonar o lugar de condutor, já sabia de cor todos os botões e onde se encontram geograficamente, não é um carro complicado, e o sistema de comando, retira muitos botões que deixam de fazer falta na consola, e podemos aceder a menus e submenus de forma simples e intuitiva. Também o volante tem comandos para aceder a várias opções de configuração do C, em termos de CB e várias funcionalidades passíveis de configurar em termos de conforto, áudio, comunicação, etc.

A qualidade e refinamento encontram-se em todos os recantos deste carro, em todos os pormenores, à partida fiquei algo desiludido pelo ambiente ser algo sombrio e frio, mas depois de começar a tocar os materiais e em andamento admirar como é tão perfeito este carro, os primeiros sorrisos começam a surgir, para não mais parar. Não há nenhum pormenor que não nos agrade em termos de concepção. Os bancos são duramente perfeitos, com regulações eléctricas amplas, o volante está perfeitamente alinhado com o banco, sendo que a posição perfeita de condução é fácil de conseguir.
O espaço é mais que suficiente para 4 adultos, o banco traseiro é bastante confortável e o isolamento de ruídos do exterior é perfeito, enfim, só aquele bater de porta diz tudo, repeti-o vezes sem conta confesso!
O motor faz-se ouvir e sentir pelas vibrações que emite e transmite, mas nunca chegam a ser incomodativas, mas o ruído apenas se faz sentir em regimes mais altos, em andamento citadino.

Em termos de equipamento, o Prime Edition traz muitos brinquedos, não iremos sentir falta de nada, e se quisermos extras virtualmente não há limites ao que pode ser incluído neste carro quer dizer o único limite será o da nossa carteira.
Ao nível de cores este Prime Edition pode ser escolhido, em Preto, dois tons de cinza e existe ainda a possibilidade da cor branca, qualquer uma das cores assenta que nem uma luva no C, e as jantes de 18’’ que equipavam a nossa unidade, em formato de estrela com raios duplos são realmente belas…
Conforto, requinte e perfeição é tudo o que guardo da convivência com os interiores do C.


Condução

Este é um capítulo ambíguo e sinceramente difícil de escrever. Isto porque realmente, aquela possível confusão a que podem levar os números é real. O C250 CDI tem uma dupla personalidade bem vincada, tanto é capaz de se bater com os melhores da classe ao nível dos consumos/emissões, como também o faz com os melhores ao nível da performance. Os 7 segundos dos 0-100 e os 250Kmh de velocidade máxima fazem-no bater-se com modelos da classe 2.5 a 2.7L e em termos de consumos os valores entre os 5/6L 100Kms fazem-no ser capaz de igualar alguns modelos da classe 1.6L. E o mais interessante é que facilmente comprovamos estes números todos.
O C250 pelo binário que apresenta, leva-nos a ter de quase reaprender a conduzir, porque se muitos carros diesel obrigam a ter de rodar num regime próximo das 2000rpm, este CDI aconselha-nos um regime próximo das 1500rpm, damos por nós várias vezes a rodar em cidade em 3ª/4ª velocidade sem qualquer problema, isto seguindo as indicações do próprio carro. Depois de arrancarmos de um semáforo, passado 2 metros ele já recomenda a 2ª velocidade e assim sucessivamente até 4ª/5ª isto sempre próximo das 1500rpm, onde surgem os 500Nm e se fizermos o exercício de largar o acelerador neste regime, o C250 continua a circular como se nada fosse, realmente o binário colossal serve para alguma coisa.

Nunca temos de pisar a fundo ou “meter uma abaixo” para ter resposta, e o motor acaba por ser tão linear que engana e muito, mas na verdade a dupla sobrealimentação tem esta virtude, como temos dois turbos a cobrir virtualmente toda a faixa de utilização, não há nenhum “kick”, apenas uma força que se sente a empurrar-nos desde as 1500 até ao regime de corte, muitos podem confundir isto com alguma lentidão, mas basta olhar para o velocímetro e as dúvidas acabam-se, mas diga-se de passagem que as relações de caixa seleccionadas não são as mais adequadas para os “sprinters”, mas sim para os corredores de fundo, sendo longas ajudam a manter o motor naquela faixa 1500/2000rpm onde se fazem os consumos que nos fazem ficar de queixo caído.
E o vício da questão surge aqui, usar os 204cv, ou usar o binário no seu regime mais favorável e adoptar a condução amiga do ambiente?
É melhor usar as duas!
O Classe C nesta configuração dá a primazia ao conforto, não tem aquele nervosismo latente que alguns concorrentes transmitem, que se podem tornar cansativos para alguns, aqui não há esse vício, é um carro confortável e sereno. O Prime Edition equipado com jantes de 18’’ transmite confiança, tem um bom nível de aderência que nos permite fazer as curvas a alta velocidade com confiança e relaxamento total, há algum rolamento de carroçaria, mas é este mesmo rolamento que nos diz que quando chegarmos aos pisos mais degradados, não iremos sofrer muito.
E surge a velha questão da tracção traseira, bem, aqui temos um tracção traseira que prefere a eficácia e a segurança, o ESP não dá grande margem para brincadeiras, mas se realmente quisermos meter o C250 a fazer figuras artísticas, é possível, mas só por breves instantes, o sempre vigilante ESP acaba por colocar tudo nos eixos de novo, mas sair depressa em curvas mais apertadas em 3ª velocidade sem respeitar os 204cv, resulta sempre em duas coisas: primeiro surge uma ligeira subviragem, para depois dar lugar à sobreviragem típica dos tracção traseira, mas sempre em doses reduzidas.

Veredicto

O monstro da eficiência, tal como é percepcionado pela Mercedes. Ainda custa a acreditar que um biturbo com este nível de potência e binário faz estes consumos a rondar os 5/6L, mas faz. Não é o dragster que se esperaria, mas sim aquele carro que usa o combustível como se de ouro se tratasse, não desperdiçando nada, tal como o título Blueefficiency faria adivinhar.
Um motor linear como poucos, mais parecendo um motor gasolina de alta cilindrada que um diesel biturbo, é realmente um motor impressionante quer pelo poder que apresenta, o desprezo pelas subidas e a forma como desafia todos os outros que lhe surgem pela frente, sendo que tem aquela qualidade de tornar as rectas mais curtas, e leva-nos a reavaliar as distâncias. E para tornar isto ainda mais complexo, novamente os consumos que mesmo abusando para lá do razoável nunca se aproximaram nem dos 9Litros.

O preço do Prime Edition ronda os 52000€, será que é caro?
Nem pensar, se formos procurar um carro no mesmo segmento com performance semelhante percebemos como este C é um bom negócio, e até ver sem rivais.
Com este “esforço” a Mercedes arrisca-se a fazer este seu modelo tomar parte na definição que consta no dicionário, bem à frente da palavra eficiência.