domingo, 14 de junho de 2009

Teste Virtual – Volvo S80 D5 Summum

Volvo S80 D5 Summum – “O Almirante Sueco”

As “limousines” Volvo topo de gama, nunca me chamaram muito à atenção, sempre as achei quadradas demais, e sem o temperamento que realmente admiro neste tipo de carro.


Mas devo confessar que nesta última incarnação, o S80 juntou algum apelo estético, e argumentos mecânicos mais consentâneos com o que se espera destes carros.
Mesmo antes de assumir o leme deste gigante sueco, já pressentia que ou ia amar, ou odiar este carro, e a altura em que calhou o teste foi perfeita, já que pude estrear o novo motor 2.4 diesel biturbo, e alguns pormenores novos do S80, a primavera trouxe algumas novidades na gama Volvo.
Mas vamos conhecer o S80 D5, e principalmente a grande novidade, o Dê…



Estética

O S80 pouco tem a ver com as suas raízes, ou melhor com os seus antepassados. O S80 foi buscar inspiração ao modelos mais pequenos da gama, S40 e S60, mas mais a este último, mas de certa forma aumentando e refinando a fórmula, tornando-se uma das berlinas do seu segmento melhor conseguidas, reforçando aquela sensação algo americanizada que já tinha captado do XC60. A grelha é imponente, e dita o formato do capot em V pronunciado. Os faróis de grandes dimensões, com os já tradicionais piscas laranja, complementam uma frente agradável, que dita uma linha de cintura de média altura, e que q demarca e separa a zona vidrada da “chapa”, chegando à minha zona favorita no 80 a traseira. O pára-choques traseiro, é volumoso e de grandes dimensões, deixando os farolins em cima de cada extremo, e recortados ao belo estilo do S60, tal como a forma suave como foi delineado o vidro traseiro, quase dá um ar coupé à traseira do S80. A nova versão D5 acrescenta dois escapes, um em cada lado da traseira sublinhando uma certa sensação desportiva neste D5, e as jantes de 18’’ “Odysseus” ajudam a este efeito.
Classe, beleza e distinção, são adjectivos que casam bem com o S80, uma limousine de belo traço, à bela maneira sueca, não há espaço para exageros.


Interiores

Neste campo não há surpresas. A qualidade que temos encontrado na restante gama já testada por nós, V70, XC60, aparece de novo no S80, o mesmo desenho e materiais de qualidade superior estão presentes. No caso da unidade testada, esta sensação é aumentada, pelos estofos em couro perfurado (sandstone) em tom claro, aliás não só os estofos, mas o restante interior também recebe este tratamento, sendo que é feito um casamento com os acabamentos em alumínio escovado, que resulta muito bem, criando uma atmosfera de requinte e classe superiores.
Em termos de espaço, ninguém apresentará reclamações, a não ser que se tentem levar 4 passageiros, aí poderão haver reclamações do passageiro do lugar central traseiro, mas de resto, espaço para 4 ocupantes e para as suas bagagens é o que o S80 oferece sem grandes problemas.
Em termos de equipamento a versão testada, é a topo de gama, e em marcas com o gabarito da Volvo, quer dizer que aqui temos tudo o que é equipamento existente para conforto, bancos eléctricos à frente, sistema keyless entry & Start-up, Ac Auto bi-zona e uma infinidade de equipamentos de segurança, já analisados na V70 e XC60, incluindo o Cruise-control adaptativo, uma mais valia para aquelas viagens mais longas, que se tornam um prazer dentro do navio-almirante sueco.
As notas mais marcantes, são o conforto, e a qualidade que o interior do S80 transmitem, dando uma sensação de espaço e bem estar como se espera dos carros deste segemento.


Condução

Para uma limousine de 4,85m o S80 deixa-se conduzir com uma leveza e facilidade assinaláveis. Direcção pedais e caixa são leves e fáceis de operar como se de uma berlina média se tratasse.
A grande novidade para este ano, é mesmo o motor, o 2.4 litros diesel que já conhecia do XC60, para além de cumprir a norma Euro5 ou seja é mais limpo. O motor completamente em alumínio, trás a novidade de mais um turbo. Será que a diferença é maior que os 20cv e mais 20Nm deixam adivinhar?
Sem dúvida!
Antigamente só tínhamos motor depois das 2000rpm, o 2.4 185cv tinha 400Nm ás 2000rpm, e daí para a frente já tinha um ruído de funcionamento mais convincente, bem como uma resposta bem mais forte. A mudança é que como há um turbo mais pequeno, com menor inércia, a partir das 1500rpm temos os 420Nm que permanecem constantes até ás 3250rpm.



Deixando as “tecnicalidades” de lado, o motor 5 cilindros tem mais pulmão, e logo a partir das 1500rpm responde com fulgor assinalável, qualquer reprise no regime próximo das 2000rpm, é bem diferente do que havia antes, muito mais força, menos tempo para sentirmos o “empurrão do turbo”. Perdeu-se um pouco da brusquidão que havia antes, ganhou-se em linearidade, rapidez e suavidade, aquela sensação que tive no Mercedes C250 CDI repete-se, parece um motor NA de grande cilindrada, principalmente pelo ronco que o 2.4 diesel 5 cilindros produz, é delicioso.


Com o S80 repete-se encontro com o sistema Four-C em que o amortecimento, tem 3 modos de funcionamento, os amortecedores desenvolvidos em parceria com a Ohlins e de funcionamento regulável convencem. Os modos são diversos, e com o seleccionar de cada modo, temos um carro diferente, as oscilações do carroçaria tornam-se menores, e o conforto decresce no sentido CONFORT-SPORT-ADVANCE, sendo este último ideal para troços com bom piso, durante o teste o S80 teve a maioria do tempo no modo Sport, pareceu-me o melhor compromisso, sendo o CONFORT, demasiado macio para mim e o ADVANCE demasiadamente duro.



Em AE o S80 esconde muito bem a velocidade dos passageiros, pela ausência de ruído, bem como pelo ambiente imperturbável a bordo, desenha as trajectórias de forma obediente e serena sem transmitir muita coisa a condutor e ocupantes.



Veredicto

Gostei muito do S80 D5, não é o carro mais rápido do mundo, nem o mais ágil. Mas também não me parece que sejam estes os predicados que os compradores deste segmento procuram. Confortável, bem construído, refinado e com uma imagem que poucas marcas conseguem superar no segmento, e agora com um motor diesel com toda a tecnologia que os opositores usam, a Volvo cria condições para o S80 se assumir como uma das boas propostas do segmento.
Com um preço de partida bem abaixo dos 60mil€, o navio almirante da casa sueca, lança mais um trunfo na batalha contra a armada alemã, é esperar para ver como o mercado reage a este lançamento.


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Fiat 500C Edição Especial 80 anos


EDIÇÃO LIMITADA A 80 UNIDADES, NUMERADAS E EXCLUSIVAS PARA O MERCADO PORTUGUÊS, RECONHECIDA PELO ACP

CADA UNIDADE DESTA EDIÇÃO OBTÉM CERTIFICADO “CLÁSSICO DO FUTURO”

A Edição Comemorativa dos 80 Anos da Fiat em Portugal foi reconhecida pelo Automóvel Clube de Portugal. Pela exclusividade do 500C, pelo simbolismo da família 500 e pelo peso e reconhecimento históricos dos Fiat 500, as 80 unidades 500C da Edição Comemorativa dos 80 Anos da Fiat em Portugal serão acompanhadas pelo Certificado Oficial “Clássico do Futuro”.

A atribuição deste certificado às 80 unidades do 500c faz com que a Edição Numerada tenha ainda mais valor. O reconhecimento por parte do ACP, instituição com mais de cem anos e

Para além de ser facilmente distinguida da restante família 500, pela placa comemorativa com a numeração das viaturas que será integrada no pilar B de cada unidade e de ser entregue com o Certificado “Clássico do Futuro”, esta edição numerada conta também com conteúdos específicos e distintivos.


Os 80 500C pertencentes à Edição Numerada terão duas motorizações, 1.3 Multijet 16v de 75cv e 1.4 16v Dualogic. A cor exterior, Branco Pérola, assim como a capota vermelha, serão comuns a todas as 80 unidades como sinal diferenciador. Também os interiores deixarão compreender a absoluta exclusividade do modelo. Os estofos são todos forrados a pele Frau de cor vermelha e o interior pérola e vermelho conjuga na perfeição com o impacto visual do exterior.

Fazendo jus à exclusividade do pequeno “Clássico do Futuro”, o “500C - 80 Anos da Fiat em Portugal” também se distingue dos restantes membros da sua família por equipamentos de série específicos: capa da viatura personalizada da Série Numerada, jantes em liga de 16'' com 17 raios com pneus 195/45, friso cromado no capot, sistema Start&Stop, faróis xénon, espelho electrocromático, apara vento, ESP+ASR/MSR, HBA e Hill Holder e Navegador portátil Blue&MeTM Map.

As 80 unidades exclusivas a nível mundial e só disponíveis em Portugal serão comercializadas a 27.000,00€.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Leilões.net já regista 122 000 leilões!!!

Com cerca de 7 000 novos leilões por dia o Leilões.net tem contribuído para o aumento do mercado de artigos em segunda mão e para a qualidade das transacções efectuadas.

O número de leilões realizados neste site de compra e venda online tem crescido gradualmente, registando actualmente um total de 122 000 leilões.

Assim se pode considerar que a qualidade do site tem vindo a ser reconhecida pelo público. É graças a este que o Leilões.net se tornou no maior site de leilões em Portugal (segundo o ranking de sites do alexa.com).

As visitas ao site são uma constante, tendo-se registado só no mês passado 1 milhão de 600 mil visitantes. No total já foram visualizadas 15,5 milhões de páginas!

Comprar e vender na internet já se tornou ‘moda’, por isso o Leilões.net reúne tantos utilizadores. Neste momento, o site conta com 119 000 utilizadores registados.

Coisas.com - Site de Classificados Online

Lançado recentemente, o Coisas.com (http://www.coisas.com/) é o mais recente projecto da rede FixeAds, também proprietária dos sites Standvirtual.com (líder no mercado dos classificados automóvel) e Leilões.net (maior site de leilões online em Portugal), e a nova aposta no mercado de classificados online.

A navegação no site é bastante intuitiva, facilitando a pesquisa de classificados, além do registo ser simples, rápido e gratuito. Basta um endereço de e-mail válido e uma password para poder colocar um anúncio no Coisas.com.

Com apenas alguns cliques é possível colocar um anúncio de classificados online relativo à região onde se encontra. Esta novidade trazida pelo Coisas.com, de seleccionar a região pertinente para o seu anúncio, permitirá atingir o objectivo do utilizador mais rapidamente.

Este site de classificados online apresenta uma estrutura simples que divide os classificados nas seguintes categorias: Imóveis, Encontros, Emprego, Serviços Profissionais e Serviços Comunitários, Para Venda e Motores e, consequentemente, em diversas sub-categorias.

No interior de cada anúncio, o utilizador pode recorrer a diversas opções, tais como: imprimir anúncio, guardar anúncio, reportar spam ou reportar anúncio.

Com pouco mais de uma semana de existência, o Coisas.com conta já com cerca de 14 mil visitantes diários, 2 080 anúncios e 1 800 utilizadores registados.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Teste Virtual – Fiat Bravo 1.9 150 Multijet Sport

Fiat Bravo 1.9 150 Multijet Sport – “O Bravo do pelotão

A Fiat é uma das marcas com mais pergaminhos, nos segmentos com os carros mais compactos. Carros como o 500, 600, 126, 127, Ritmo, Uno, Panda, Tipo entre outros representam um legado enorme a defender. Muitos deles carros do ano, “best-sellers” enfim carros com história, o 500 então foi tão importante que até mereceu um remake.
Mas aqui e para o carro de teste o que interessa mesmo é o Fiat Tipo, e porquê?
Porque para mim representa um dos melhores segmento C da Fiat pelo menos considerando as últimas tentativas.
O Bravo original, seria um carro muito inovador ao nível estilístico, mas de resto ficava muito longe das referências da altura, em termos de qualidade e conteúdo.
O Stilo era um carro algo sensaborão, e uma fuga ao que é ser um carro italiano, e principalmente não tinha algo que eu aprecio nas criações transalpinas, que é a personalidade e carácter.
E chegamos ao “novo Bravo”, será que a Fiat retomou os velhos hábitos de fazer, carros interessantes e diferentes?
O carro já tem cerca de 2 anos de mercado, é um produto de certa forma maduro e já é facilmente reconhecido. O motor que testamos faz parte da família Multijet, embora esteja quase a ser substituído, é um motor que vai-me ter de convencer que ainda vale a pena passar um cheque, para comprar um Bravo com este motor…


Estética

Partindo de um Grande Punto, que tem muita qualidade ao nível estilístico, a Fiat fez um Bravo com sentido. Explicando melhor, o Bravo representa o cruzamento entre a personalidade italiana, e ao mesmo tempo transmitindo uma solidez germânica. As linhas são leves, e harmoniosas, tendo um perfil tipo coupé, se calhar coupé não será o melhor termo, mas há uma intenção desportiva nas linhas do Bravo, um certo arrojo, mas o mais importante era ser reconhecido como um Fiat, e ainda mais importante era ter uma identidade própria, para mim prova superada!


A nossa unidade tem o acabamento Sport, e vem num delicioso “vermelho maranello”, um tom escuro e metálico, que combina lindamente com as jantes de liga de 17’’ que são de série na versão de teste, as jantes apresentam dois tons, que acentuam o aspecto desportivo do Bravo, bem como as pinças dos travões pintadas de vermelho, só sublinham a veia Sport do Bravo.
A traseira mais elevada que a frente acaba por dar a sensação de se encontrar em posição de ataque, e a largura dá um ar de poder que só lhe fica bem, as saias laterais sublinham esta sensação de largura.
Enfim tudo isto para dizer que ao nível do segmento C o Bravo, joga na equipa dos belos e bem conseguidos.

Interiores

Assim que assumimos o posto de condução, começamos a descobrir os tais pormenores Sport, que diferenciam esta versão. Volante de três braços em pele com pespontos vermelhos, pedais em alumínio, novamente os pespontos vermelhos no travão de mão, e os pormenores vermelhos, nos bancos e forras das portas que não são ostensivos, bem pelo contrário, acabam por variar com a luz… Um pormenor engraçado.



O tablier, tem um desenho já conhecido do Delta com que já tivemos contacto, o material que imita a fibra de carbono é tecido, tal como já experimentamos no Alfa Mito e é de belo efeito, assim como o preto piano que compõe a consola central. Numa zona inferior temos a “entrada USB” para utilizarmos os “nossos utensílios de armazenamento musical”, um pouco mais acima o ar condicionado automático bi-zona, sendo que a zona superior é ocupada pelos comandos do rádio, e respectivo display, assim como alguns comandos secundários de apoio à condução. É um tablier “bem arrumadinho”, com materiais de qualidade pelo menos ao toque, apenas um outro bug na montagem, mas nada de muito grave. A imagem transmitida e percepcionada, é de que houve uma evolução grande, do Stilo para o Bravo, sendo que o Bravo não é referência neste ponto, mas também não desilude.
Os bancos à frente são muito bons e confortáveis, tendo bom suporte lateral e lombar, sem críticas ao nível do espaço. O mesmo não pode ser dito atrás, aqui sentimos saudades do Delta, se os ocupantes do banco traseiro do Bravo forem de estatura elevada, vão-se sentir um pouco apertados, mas nada demais, apenas será necessária alguma colaboração dos passageiros da frente e a vida a bordo já melhora de qualidade!


A mala tem uma boa capacidade, e em termos de acessibilidade também não haverá motivos para reclamações, como carro familiar que é, o Bravo tem espaço para as compras do mês, ou para a bagagem para a família.
A impressão com que fiquei da convivência com os interiores do Bravo, foi de que tem um perfume italiano e um rigor a anos-luz do que a Fiat fazia, leia-se melhoraram a olhos vistos! Apenas o espaço atrás pode merecer algumas críticas, mas compensa bem com o espaço na mala.


Condução

Desde os primeiro quilómetros que engracei logo com o Bravo. Confesso que assim que o vi parado, disse-lhe: “Vou gostar de ti, dê por onde der!”
E na verdade nem foi preciso muito esforço.
Começando pelo ponto negativo, e aqui não há novidades, a direcção assistida é leve demais, senti falta do botão Sport para torná-la mais pesada e comunicativa.
Os travões são bons, cumprem bem a sua missão de parar o Fiat, a embraiagem tem o peso correcto, e não é nada exigente. Gostei muito de manusear a caixa de 6 velocidades presente na nossa unidade, é precisa, não é lenta e sentimos que estamos a manusear algo mecânico, mas sem ser em demasia.
O motor 1.9 de 150cv, ora bem, tem menos binário que o 1600 do Mito, mas isso não é mau, aliás aqui optou-se pelo caminho da linearidade de resposta, não havendo “kicks” nem vícios, embora se sinta um aumento de reposta por volta das 1800rpm, o Multijet não é violento, sentimos um aumento de cadência na resposta, as costas a serem ligeiramente empurradas para trás, mas não é uma enxurrada de binário, mas sim o tal acréscimo de resposta, bem agradável por sinal. Se mantivermos o motor acima das 2000rpm, temos sempre resposta para tudo o que queremos, seja velocidade ou a ultrapassar o Mjet responde.



O comportamento em si é bastante saudável, nota-se a rigidez da suspensão e as 17 polegadas das jantes, o Bravo é bastante informativo, mas não é desconfortável, é antes de mais engraçado e divertido e de certa forma envolvente, a tal questão do carácter e da personalidade que estão presentes mas sem ser em demasia, é mais na medida certa para um segmento C com um pouco mais de sangue na guelra.
Este Bravo é acima de tudo um carro despachado e honesto, por vezes com capacidade de nos surpreender, mas com aquele espírito Fiat, de ter um grande coração e por vezes leva-nos a usá-lo um pouco para lá do seu objectivo principal…


Veredicto

Sim, ainda vale a pena comprar o Bravo com o Multijet 1.9 de 150cv, este motor não desilude em nenhuma situação. Consumos na casa dos 6L/100, facilidade em colocar o Bravo em velocidades bem elevadas, e um ruído de funcionamento comedido.
O Bravo é bonito, bem conseguido, possui argumentos mecânicos, e consegue dar aquele algo mais tornando-o bem engraçado de conduzir, tem algum condimento, não é piripiri, mas um suave toque a pimenta.
Desde o Alfa 147 que não me sentia tão impressionado por um italiano destas dimensões, é a Fiat a voltar aos velhos tempos, já colocou a Alfa na linha e desde o Panda, Grande Punto e 500, que demonstra que aprendeu com os erros do passado.
Ou seja carros dinâmicos, com resposta, e acima de tudo com argumentos mecânicos e técnicos, e já agora com uma estética convincentemente latina, e com um preço a rondar os 29/30 mil€ consegue ser dos mais baratos, com este nível de potência/cilindrada.
Enfim, o Tipo pode descansar em paz!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Teste Virtual – Mercedes C250 CDI Blueefficiency Prime Edition




Mercedes C250 CDI Blueefficiency Prime Edition “O monstro da eficiência”

O Mercedes C250 CDI tem todos os olhares do mercado sobre si. E as características técnicas do modelo podem levar a inúmeras classificações. Eu até nem sou daqueles obcecados por fichas técnicas, mas neste caso vale a pena ser um pouco. Motor 2.1 litros diesel, 2 turbos sequenciais e sistema common rail de última geração com injectores piezo-eléctricos. Isto tudo traduzido em miúdos quer dizer que temos todos os ingredientes para ter uma bomba atómica debaixo do capot, e os números produzidos acabam por confirmar os nossos “receios”, 204cv de potência ás 4200rpm e 500Nm de binário máximo entre as 1500/1800rpm, este último valor então é suficiente para fazer um carro subir paredes!
Este motor apenas tem um rival na classe dos 2L o “23d” da BMW, que se equivale em todos os números excepto no binário em que o Mercedes tem um valor imbatível.
Mas e se eu disser que este motor não é o que parece!?
Pois, o nome Blueefficiency na Mercedes serve para designar isso mesmo, versões de consumo e emissões reduzidas…
Mas será que um 2L biturbo, com mais de 200cv serve para este fim!?
Enfim são muitas perguntas, mas vou-me esforçar por responder a todas, porque realmente é um conceito diferente, 2 turbos, potência e binário referenciais e uma preocupação ambiental, parecem conceitos contraditórios, mas no final fazemos as contas…


Estética

Para mim o classe C actual, é em termos estéticos o melhor esforço de sempre da Mercedes neste modelo, mas de longe. Se a versão “Elegance” segue as duas gerações da C-Klasse de perto, a versão “Avantgarde”, (a que mais me encanta) tem um ar mais de acordo com o que procuro num automóvel. A imponente grelha com a mítica estrela de três pontas embutida, fazem toda a diferença dando um ar mais desportivo e ameaçador ao C, e apenas este pormenor faz logo parecer que a versão que tem a estrela na grelha é a versão do DTM do mais clássico.

De facto o W204, tem o maior protagonismo estético na frente, faróis de grandes dimensões, frente larga e imponente, sendo que ao ver esta frente a aproximar-se do nosso espelho a alta velocidade, o C parece dizer “sai da frente!” enquanto o “Elegance” diria algo do género “importa-se de me deixar ultrapassar, se for possível!?”. E isto é a diferença que uma simples estrela faz, quer em temos de tamanho e localização! Mas continuando a análise, o dinamismo deste carro em termos estéticos é superior ao de qualquer um dos predecessores, sente-se uma intenção de agradar aos clientes que querem algo mais desportivo não tão clássico, e a visão a ¾ de traseira indica isto mesmo, parece haver um movimento da traseira em direcção à frente, sendo que esta última parece estar num plano mais baixo e a nervura lateral amplia esta sensação. A traseira não é feia, mas assume um ar mais sério no pacote de design.
Resumindo é um passo em frente para a Classe C, pessoalmente adoro a presença deste carro, a veia desportiva e de certa forma clássica, rústica e techno ou seja o C começa a entrar no território dos adversários.



Interiores

Em termos de interiores este Mercedes é um carro simples de assimilar. Sendo que depois de o conduzir pela primeira vez, por cerca de 20 minutos, ao abandonar o lugar de condutor, já sabia de cor todos os botões e onde se encontram geograficamente, não é um carro complicado, e o sistema de comando, retira muitos botões que deixam de fazer falta na consola, e podemos aceder a menus e submenus de forma simples e intuitiva. Também o volante tem comandos para aceder a várias opções de configuração do C, em termos de CB e várias funcionalidades passíveis de configurar em termos de conforto, áudio, comunicação, etc.

A qualidade e refinamento encontram-se em todos os recantos deste carro, em todos os pormenores, à partida fiquei algo desiludido pelo ambiente ser algo sombrio e frio, mas depois de começar a tocar os materiais e em andamento admirar como é tão perfeito este carro, os primeiros sorrisos começam a surgir, para não mais parar. Não há nenhum pormenor que não nos agrade em termos de concepção. Os bancos são duramente perfeitos, com regulações eléctricas amplas, o volante está perfeitamente alinhado com o banco, sendo que a posição perfeita de condução é fácil de conseguir.
O espaço é mais que suficiente para 4 adultos, o banco traseiro é bastante confortável e o isolamento de ruídos do exterior é perfeito, enfim, só aquele bater de porta diz tudo, repeti-o vezes sem conta confesso!
O motor faz-se ouvir e sentir pelas vibrações que emite e transmite, mas nunca chegam a ser incomodativas, mas o ruído apenas se faz sentir em regimes mais altos, em andamento citadino.

Em termos de equipamento, o Prime Edition traz muitos brinquedos, não iremos sentir falta de nada, e se quisermos extras virtualmente não há limites ao que pode ser incluído neste carro quer dizer o único limite será o da nossa carteira.
Ao nível de cores este Prime Edition pode ser escolhido, em Preto, dois tons de cinza e existe ainda a possibilidade da cor branca, qualquer uma das cores assenta que nem uma luva no C, e as jantes de 18’’ que equipavam a nossa unidade, em formato de estrela com raios duplos são realmente belas…
Conforto, requinte e perfeição é tudo o que guardo da convivência com os interiores do C.


Condução

Este é um capítulo ambíguo e sinceramente difícil de escrever. Isto porque realmente, aquela possível confusão a que podem levar os números é real. O C250 CDI tem uma dupla personalidade bem vincada, tanto é capaz de se bater com os melhores da classe ao nível dos consumos/emissões, como também o faz com os melhores ao nível da performance. Os 7 segundos dos 0-100 e os 250Kmh de velocidade máxima fazem-no bater-se com modelos da classe 2.5 a 2.7L e em termos de consumos os valores entre os 5/6L 100Kms fazem-no ser capaz de igualar alguns modelos da classe 1.6L. E o mais interessante é que facilmente comprovamos estes números todos.
O C250 pelo binário que apresenta, leva-nos a ter de quase reaprender a conduzir, porque se muitos carros diesel obrigam a ter de rodar num regime próximo das 2000rpm, este CDI aconselha-nos um regime próximo das 1500rpm, damos por nós várias vezes a rodar em cidade em 3ª/4ª velocidade sem qualquer problema, isto seguindo as indicações do próprio carro. Depois de arrancarmos de um semáforo, passado 2 metros ele já recomenda a 2ª velocidade e assim sucessivamente até 4ª/5ª isto sempre próximo das 1500rpm, onde surgem os 500Nm e se fizermos o exercício de largar o acelerador neste regime, o C250 continua a circular como se nada fosse, realmente o binário colossal serve para alguma coisa.

Nunca temos de pisar a fundo ou “meter uma abaixo” para ter resposta, e o motor acaba por ser tão linear que engana e muito, mas na verdade a dupla sobrealimentação tem esta virtude, como temos dois turbos a cobrir virtualmente toda a faixa de utilização, não há nenhum “kick”, apenas uma força que se sente a empurrar-nos desde as 1500 até ao regime de corte, muitos podem confundir isto com alguma lentidão, mas basta olhar para o velocímetro e as dúvidas acabam-se, mas diga-se de passagem que as relações de caixa seleccionadas não são as mais adequadas para os “sprinters”, mas sim para os corredores de fundo, sendo longas ajudam a manter o motor naquela faixa 1500/2000rpm onde se fazem os consumos que nos fazem ficar de queixo caído.
E o vício da questão surge aqui, usar os 204cv, ou usar o binário no seu regime mais favorável e adoptar a condução amiga do ambiente?
É melhor usar as duas!
O Classe C nesta configuração dá a primazia ao conforto, não tem aquele nervosismo latente que alguns concorrentes transmitem, que se podem tornar cansativos para alguns, aqui não há esse vício, é um carro confortável e sereno. O Prime Edition equipado com jantes de 18’’ transmite confiança, tem um bom nível de aderência que nos permite fazer as curvas a alta velocidade com confiança e relaxamento total, há algum rolamento de carroçaria, mas é este mesmo rolamento que nos diz que quando chegarmos aos pisos mais degradados, não iremos sofrer muito.
E surge a velha questão da tracção traseira, bem, aqui temos um tracção traseira que prefere a eficácia e a segurança, o ESP não dá grande margem para brincadeiras, mas se realmente quisermos meter o C250 a fazer figuras artísticas, é possível, mas só por breves instantes, o sempre vigilante ESP acaba por colocar tudo nos eixos de novo, mas sair depressa em curvas mais apertadas em 3ª velocidade sem respeitar os 204cv, resulta sempre em duas coisas: primeiro surge uma ligeira subviragem, para depois dar lugar à sobreviragem típica dos tracção traseira, mas sempre em doses reduzidas.

Veredicto

O monstro da eficiência, tal como é percepcionado pela Mercedes. Ainda custa a acreditar que um biturbo com este nível de potência e binário faz estes consumos a rondar os 5/6L, mas faz. Não é o dragster que se esperaria, mas sim aquele carro que usa o combustível como se de ouro se tratasse, não desperdiçando nada, tal como o título Blueefficiency faria adivinhar.
Um motor linear como poucos, mais parecendo um motor gasolina de alta cilindrada que um diesel biturbo, é realmente um motor impressionante quer pelo poder que apresenta, o desprezo pelas subidas e a forma como desafia todos os outros que lhe surgem pela frente, sendo que tem aquela qualidade de tornar as rectas mais curtas, e leva-nos a reavaliar as distâncias. E para tornar isto ainda mais complexo, novamente os consumos que mesmo abusando para lá do razoável nunca se aproximaram nem dos 9Litros.

O preço do Prime Edition ronda os 52000€, será que é caro?
Nem pensar, se formos procurar um carro no mesmo segmento com performance semelhante percebemos como este C é um bom negócio, e até ver sem rivais.
Com este “esforço” a Mercedes arrisca-se a fazer este seu modelo tomar parte na definição que consta no dicionário, bem à frente da palavra eficiência.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Teste Virtual – Volvo XC60 D5

Volvo XC60 D5 “Da Suécia com Amor!”

Os SUV sempre me causaram alguma confusão. Não são bem um carro, nem cumprem a tarefa de um TT puro e duro. Nunca percebi bem a funcionalidade deste tipo de carro.
Um compromisso criado pelos americanos, de ter um carro com o formato de TT, mas que a maioria dos argumentos o tornam mais apto para a estrada.
Os primeiros SUV começaram a surgir nos anos 90 em Portugal, e desde aí o crescimento foi gradual, todos os construtores começaram a apostar nesta fórmula, desde os SUV mais compactos, até ao aparecimento de versões desportivas, luxuosas enfim quase todos os segmentos têm um SUV equivalente.
Ou seja está bem na hora de ter um contacto mais profundo com estes carros complicados, e o que me calhou em sorte, foi um Volvo XC60, neste caso motorizado pelo D5 da casa Sueca, será que por fim vou render-me ao conceito, ou irei ficar de vez vacinado contra estes híbridos!?



Estética

O XC60 faz parte de um “sub-segmento” no mundo dos SUV comercializados em Portugal, os SUV médios Premium, e apenas tem como adversários mais três modelos: BMW X3, Audi Q5 e Mercedes GLK. Cada um dos quatro adopta os valores da sua marca ao nível estilístico, sendo que são facilmente reconhecidos ao longe, e no caso do Volvo é ainda mais notório.



A grelha de generosas dimensões, com o brasão da marca, os faróis com a configuração habitual na Volvo com os piscas laranja e ditam o ponto de partida para uma linha de cintura bastante elevada, dando um ar seguro e robusto ao XC. A partir do pilar centra cria-se uma separação ainda mais óbvia entre zona vidrada e o restante da carroçaria, sendo que na traseira é evidente que a zona vidrada é bem mais estreita , dando um ar elegante e musculado à traseira deste SUV. A traseira é de belo efeito, com os farolins colocados ao alto, bastante finos e elegantes.
Em suma o XC60 é bastante bonito, musculado e elegante, durante o período do teste as senhoras não lhe resistiam, tecendo-lhe rasgados elogios, ao seu aspecto bonito e de traço fino, de certa forma algo americanizado, com alguns cromados que iam contrastando com a cor negra da nossa unidade.
Enfim desportivo q.b. sem cair em exageros, à bela maneira sueca.

Interiores

Em termos de interiores, hoje em dia poucas marcas se podem bater com a Volvo em termos de bom gosto, materiais, funcionalidade e montagem, os Volvo com que tenho tido contacto, marcam muitos pontos em todos os itens acima referidos, e o XC não é excepção.
A disposição dos comandos é a normal nos carros da Volvo, os habituais comandos da climatização onde se esperam, o auto-rádio, e os gadgets de condução controlam-se com facilidade e de forma intuitiva, levando apenas alguns minutos para nos ambientarmos.
O AC bi-zona, o sistema de som Dynaudio, e a navegação revelam-se equipamentos de primeira classe, aumentando ainda mais a sensação de bem estar dos ocupantes, a pele clara que equipava a nossa unidade dá um toque extra de requinte.



O espaço não apresenta problemas de maior, o XC não é nada acanhado e acomoda 4 adultos e as suas bagagens sem problemas de maior, o espaço para pernas no banco traseiro é bom, e este apresenta um desenho mais adequado a dois adultos, sendo que na versão testada, há um apoio de braços com suporte para dois copos, saídas de ventilação e som para auscultadores com controlos independentes para os passageiros, porque o sistema de som permite que se vejam Dvd’s a partir de uma “drive” instalada sob o fundo falso da mala, aliás debaixo do alçapão, encontram-se ainda dissimulados um amplificador e os woofers que levam a experiência auditiva a níveis pouco habituais num carro de série!



Nota ainda para o sistema mãos livres 100% que basta ter o comando no bolso para pôr o XC em funcionamento, o comando eléctrico e à distância da porta traseira, bancos da frente eléctricos, navegação com comando à distância.
Se acham agradável de fora para dentro, vão adorar o XC60 de dentro para fora.


Condução

Se alguma vez perguntarem a quem tenha conduzido um XC60, que tal a experiência e se este não voz sorrir de volta (de uma forma positiva!), algo está mal com essa pessoa!
Ora bem, no início o SUV júnior da Volvo parece grande e algo pesado, mas isto é apenas a primeira impressão, aliás são tantas as dimensões de condução que se podem escolher, que por vezes em menos de um minuto, passamos do TT, para o passeio para depois solicitarmos o XC60 de forma mais desportiva no alcatrão, e ele não desilude em nenhuma delas, também confesso que não tive coragem de levar o XC60 para trilhos muito exigentes, as jantes 19’’ não me pareceram as mais adequadas para esse fim.
Os comandos do Volvo apresentam-se leves e rápidos, esta caixa de seis velocidades apresenta-se mais agradável e rápida que a da V70 2.0D, embora preferisse a embraiagem da carrinha Volvo, porque a do XC apresenta um curso algo longo, mas a rapidez da caixa compensa isto facilmente. A direcção é algo lenta, mas não transmite mais do que deveria sem que isso indique que hajam faltas de precisão.
O motor D5 apresenta um pulmão enorme, e uma sonoridade aveludada, entre a música de um V6 e o bater anónimo de um 4 cilindros, o 5 cilindros Volvo tem um trabalhar entusiasmante, e uma subida de rotação decidida… Até ás 2000rpm parece um gatinho, mas a partir daqui apresenta as suas credenciais subindo com vigor bem para lá das 4000rpm já com um rugido assinalável, mas nunca incómodo.



Os modos do XC60 em estrada são três, e aqui a Volvo escolheu facilitar a vida aos seus clientes, escolheu 3 afinações possíveis, deu-lhes três nomes e está feito, ao invés de dar uma infinidade de possibilidades de escolha através de menus complexos, aqui optou-se pelo caminho da simplicidade. Mas note-se que os modos são bastante distintos. No modo COMFORT, o XC é pacato, pouco informativo, mas acima de tudo bastante confortável. SPORT o SUV da Volvo torna-se mais rijo de suspensões curva de forma mais composta e eficaz a meio termo para, o modo ADVANCE. No modo mais extremo do chassis o XC transmite praticamente tudo o que se passa na estrada para o habitáculo, mas com a vantagem de curvar de forma surpreendente, independentemente do tempo que se faça sentir, ele transmite muita confiança e permite algum divertimento a mais do que seria de esperar e controla bem melhor o balancear da carroçaria, que neste modo é virtualmente nulo.



Durante o nosso teste chegámos a testar o “City Safety” da Volvo, sistema que minimiza e até evita embates a velocidades inferiores a 40Kmh, e no meu caso evitou mesmo, devido a um veículo que se atravessou em frente do XC o sistema de segurança funcionou em pleno, justificando o bónus que as seguradoras dão ao “pequeno-suv” Volvo. Outro sistema bastante válido, é o “Cruise Control Adaptativo” funcionado de forma perfeita, sendo fácil e bastante eficaz em viagem e mesmo no dia a dia.
Em termos de consumos, e com um andamento bastante heterogéneo o D5 acusou um consumo a rondar os 8,5L/100kms com algum tráfego urbano e alguns andamentos em AE rápidos e com o AC ligado.

Veredicto

Eu bem que queria continuar a odiar os SUV, e de certa forma vou continuar, mas vou abrir uma excepção para o XC60.
Pelo seu ar imponente, pelo seu bom coração e aquele sentido protector que só os Volvo têm, para já é o único SUV que entra na minha lista!
E desde já percebi os SUV, como desportivos para todos os terrenos e para todas as estações, combinando o que de melhor têm os jipes e os carros de estrada, pelas vantagens que o tipo de carroçaria que usam lhes confere, embora tenham alguns inconvenientes, o factos de as vendas terem vindo a evoluir quer dizer algo!
Uma chamada de atenção para o facto de o XC ter baixado e muito de preço de acesso, com um valor a rondar os 43mil€ conseguimos ter um dos melhores deste segmento, senão o melhor mesmo!



Enfim, vou gravar o ruído e resposta do 5 cilindros, a qualidade do sistema Dynaudio, e os olhares e sorrisos que o XC consegue arrancar ao sexo feminino, é um pacote bastante completo vendido pela Volvo e vem da Suécia com amor!